quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Harry Potter e as evoluções digitais

Ontem fomos à antestreia do filme Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1 e ficámos maravilhadas. Para além da história do filme - que já nos era conhecida por termos lido os livros - há que salientar a grandeza dos efeitos especiais.
Quando vemos estes filmes de fantasia (como o Senhor dos Anéis e muitos outros), passa-nos ao lado a evolução que o cinema sofreu. Primeiro começou com filmes mudos e a preto e branco e, hoje em dia, qualquer coisa que imaginemos é possível de ser representada numa tela de cinema! Na nossa opinião, um dos momentos mais marcantes da história do cinema deu-se com o Matrix, que alterou aquilo que pensávamos em relação aos efeitos especiais e, a partir daí, foi sempre a somar pontos.
Assim, quando vemos filmes como Harry Potter e os Talismãs da Morte - Parte 1 e, sobretudo, o Avatar é impossível ficar indiferente a todas estas alterações - para melhor, claro! Jamais os nossos antepassados pensaram que o cinema iria atingir este nível de perfeição, onde o nosso imaginário se pode tornar real e, com a chegada do 3D, o cinema vai ganhar outro impacto. 


Esperemos estar cá para ver o cinema em 4D.  

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Conferência - Molefi Kete Asante

O ser humano nos tempos pós-modernistas tem medo de perder a sua identidade, identidade esta, que está relacionada com a liberdade individual de cada Homem. Na Europa e América, o controlo de pessoas destrói esta ideia de liberdade e identidade, para além de ir contra várias leis. Sabemos que os intelectuais e as grandes mentes de pensamento derrubaram barreiras, mas muitas vezes também criaram outras. Viveu-se nos EUA um dejá-vu relativamente às últimas eleições presidenciais. O discurso feito pelos políticos de valorização do sentido de Nação relembrou os discursos feitos no séc. XVII, que afinal, não está assim tão distante do séc. XXI.
Com alguns pensamentos não derrubados, surge ainda a ideia de racismo principalmente em países nos quais, não faz sentido visto que, se trata de países com várias nacionalidades e sem uma identidade racial própria, como é o caso dos EUA. O racismo actual e todo o discurso a favor desta crença de superioridade são dirigidos aos mexicanos. A lei da imigração americana tem sido alvo de ataques pelo seu fundamento claramente racista. As pessoas sabem e pensam, mas porque ouviram e não porque realmente sabem, o teor da notícia. A nossa linguagem e o nosso pensamento são valorizados mesmo que digam que não querem ouvir, pois a pessoa já está a ouvir. Leonardo Fibonacci trouxe os números árabes que substituíram os romanos, mas foi visto como um bruxo e preso, e só agora agradecemos o seu contributo.
Não foi há muito tempo que negros e brancos não podiam estar juntos. Foram criadas leis para proibirem precisamente os cidadãos negros de estar, andar, comer, viver nos mesmos sítios que um cidadão branco. Que leis devem proibir alguém de fazer ou andar onde e como ele quer? O argumento dos racistas é principalmente o de que um negro não tem os mesmos direitos ou privilégios, e que nem deve ter ambições que um branco. A sociedade mantém viva a ideia de que há Homens melhores que outros, cidadãos de primeira e de segunda.
O discurso sobre a construção da mesquita perto do ground zero é uma consequência deste género de pensamento. A questão de liberdade de culto é, então colocada em causa e o governo não sabia o que fazer por ser uma atitude da maioria. A ideia de racismo foi sempre uma ideia de massas. Os movimentos racistas, anti-semitas e agora os movimentos homofóbicos são ideias da massa, e isto vive-se ainda nos EUA, o país da liberdade e respeito. Vivemos numa sociedade para as massas ou para o Homem?
O 11 de Setembro trouxe um novo sentido à palavra terror, e por isso às palavras massas e Homem. As pessoas vivem atormentadas com um medo de que algo lhes aconteça. É como estar numa estrada de montanha e termos um camião a ocupar-nos a estrada toda - vivemos com medo de cairmos nessa ravina. Os terroristas têm medo deles próprios e passam esse medo a outros, pois devem odiar todos para fazer explodir sem ver raça, religião, género.
Os brancos americanos que continuam a questionar a nacionalidade de Obama questionam-se porque a visão de Obama do serviço de saúde é europeizada, porque a sua visão de ajudar os outros é africanizada. Como poderá este “preto” governar a América se não é americano? Estes americanos pensam que estar um negro num lugar que deveria pertencer a um branco dá mais liberdade a quem, no seu entender, não merece – afro-americanos e latinos. Características pessoais como a cor e raça fazem com que sejamos caracterizados como perigosos ou incapazes de nos integramos naquela sociedade. Um muçulmano é visto como terrorista, um preto é visto como um gangster.
Porque é que um Homem poderá ser tratado de forma inferior? Porque é que os Homens começam a ter de esconder quem realmente são? Jovens neo-nazis que defendiam os ideais da raça pura de Hitler (ariana), ficaram a saber que eram judeus e que os seus antepassados tinham alterado o nome para protegerem a família dos nazis.
Com as redes sociais podemos expor as nossas identidades, as nossas opiniões sem medo de sermos criticados ou repudiados. As redes sociais tornaram-se um local onde encontramos novas culturas, novas pessoas e novas opiniões. Há uma maior abertura de mentes e por isso, podemos expor o que nos vai na cabeça e na alma, não é verdade?
Não podemos só ouvir a nossa opinião ou não seremos sãos mentalmente. É necessário ouvir os outros e ter sempre em conta outras opiniões. George W. Bush ouvia-se a si próprio recusando-se a ouvir outros e não é preciso dizer no que isso deu.
Ódio e racismo nascem na não-aceitação de outras opiniões, e de outras culturas. Será este o futuro da Humanidade? Vamos ou não ser governos por ditadores opressores da liberdade de expressão e dos direitos do Homem? Só a nós cabe decidir, só a tu podes mudar o futuro!!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"A Rede Social"

    Como tinhamos prometido ontem, o FragmentosA4 foi à antestreia do filme A Rede Social.

Resumo:
Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), um génio da programação, depois de ter levado uma "tampa" da namorada, resolve fazer um programa de comparação de estudantes (mulheres) universitárias. Este programa tem uma adesão tão grande que ele é convidado a fazer parte de um projecto de site ainda melhor. Contudo, o filme joga com os dois processos que Mark Zuckerberg está a encarar para explicar o que levou à criação do Facebook. Zuckerberg pede ao seu melhor amigo Eduardo que invista económicamente nesse projecto de modo a que o projecto vá para a frente. Por ter tido um sucesso enorme imediato, surgiu uma série de imprevistos pessoais e profissionais. Resta então saber como este jovem milionário se vai "desenrascar" destes processos legais.

    De uma maneira geral, o filme é muito dinâmico - os planos das câmaras, os diálogos, as sequências de imagens, etc. Podemos sentir esta tendência de rapidez logo no início do filme, onde a nossa concentração é testada pela grande velocidade a que a informação nos é transmitida.
    Contudo, a nosso ver, esta rapidez e dinamismo faz todo o sentido tendo em conta o contexto do filme:
  1. A mente de Mark: a cabeça deste jovem criador parece andar a 200km/hora, num turbilhão de ideias para desenvolver ainda mais o seu projecto. Isto reflecte-se também na maneira como fala: o seu discurso é tão rápido que as próprias legendas têm dificuldade em acompanhar.
  2. O século XXI: Nos nossos dias, tudo passa a correr. Aliás, nós próprios andamos sempre a correr de um lado para o outro a cumprir prazos e tratar das nossas obrigações, neste estilo de vida tão stressante quanto aquele que Mark parece estar a viver.
  3. O Facebook: O Facebook foi um fenómeno das redes sociais. Num curto de espaço de tempo, milhares de membros aderiram e ajudaram a expandi-lo. De projecto universitário passou a rede social de carácter global.
Por estes motivos faz todo o sentido que tudo neste filme seja tão rápido.
Gostávamos também de realçar a surpresa que foi ver Justin Timberlake (famoso cantor e ex-membro da banda americana NSYNC) representar e, na nossa opinião, fez um óptimo papel.
E mais, os gémeos, na verdade, são um só actor.
Para quebrar a rotina, o filme é dotado de uma série de piadas inteligentes que deixaram a plateia a rir.
    Para terminar, é importante salientar que este filme foi lançado na altura ideal. Se tivesse saído no cinema apenas daqui a um ano ou dois, o impacto jamais seria o mesmo, e já não faria qualquer sentido uma vez que agora há um novo boom de adesão ao Facebook.
    Acreditamos que este filme vá agradar à maioria da população porque vai de encontro a interesses de vários públicos:
  • As classes mais velhas terão curiosidade em conhecer aquilo que os filhos tanto utilizam
  • Os nerds ("marrões") poderão ver no Mark um ídolo e acreditar que também eles poderão construir tal império
  • A generalidade da juventude vai gostar certamente porque, para além de retratar a história de uma das redes sociais que (possivelmente) mais utilizam, conta com cenas de sexo, álcool e festas, romance, piadas e Justin Timberlake.
    No fundo, faz-nos pensar até que ponto somos capazes de abdicar dos nossos amigos e valores para alcançar os nossos sonhos. E como o dinheiro sobe tão rapidamente à nossa cabeça, fazendo-nos pôr em causa até o nosso único amigo verdadeiro...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Um "post" diferente...

Hoje à noite vamos ao El Corte Inglés assistir em primeira-mão ao tão esperado filme "A rede social".
Como não podia deixar de ser, amanhã vamos partilhar convosco o que achámos do filme por isso...não percam o próximo "post" porque nós também não!!