domingo, 31 de outubro de 2010

Pânico e Luto

    Nos passados dias 28 e 29 de Outubro, a nossa faculdade foi palco da conferência Panic and Mourning (Pânico e Luto) e foi-nos lançado o desafio de, agora, escrevermos um pouco sobre o mundo digital e o luto e/ou pânico, e a maneira como ele ajuda (ou não) a promover estes sentimentos em todos nós.
O programa desta conferência foi muito bem conseguido mas, devido a incompatibilidade de horários com as aulas, não conseguimos assistir a todas as palestras, o que dificultou um pouco a realização desta tarefa. 
     Então, com base nas palestras a que assistimos e em pesquisas sobre este tema para nos ajudar a reflectir melhor, vamos discutir um pouco este assunto.
     A primeira conclusão a que chegámos é que parece muito mais fácil à primeira vista do que realmente é…
     Para considerarmos melhor este tema, vamos basear-nos no momento da História mais recente e mais importante (a nosso ver) desde que a era digital impera – o 11 de Setembro.
De certo que todos vocês estão a par do que foi este momento terrível, daí que vamos saltar a parte da explicação histórica deste acontecimento. Contudo, é importante salientar que já então a plataforma digital era mundialmente reconhecida e utilizada, o que ajudou bastante a divulgar o acontecimento quase instantaneamente para todo o mundo, algo que não aconteceu nas duas guerras mundiais porque aí ainda não eram usados estes meios de comunicação.
     Mas como é que os media passam a mensagem daquilo que aconteceu? Sobretudo através de imagens pois, como já o diz o ditado, “uma imagem vale mais que mil palavras”. E num mundo onde o visual tem este impacto gigante, as imagens são seleccionadas a dedo para provocar em nós sensações, emoções.
      Todos nós nos lembramos de imagens como estas, certo? Este foi o tipo de imagem que durante dias, talvez semanas, ilustrou as peças jornalísticas nas suas variadas plataformas (Internet, jornais, televisão). Mas estas imagens trazem consigo o sentimento de medo, de terror, de pânico. É impossível olhar para elas e não sentirmos o horror que elas transmitem. E, tal como no holocausto, as imagens mostravam apenas a destruição, focando muito pouco os sobreviventes. Novamente, o objectivo era o de reforçar as atrocidades cometidas, a mass destruction, tal como aconteceu em outros momentos históricos (como salienta a Dra Daniela Agostinho na sua palestra sobre Ravensbruck – campo de concentração).